Resenha do Livro: Ecos, Sensível e Tocante

Resenha do Livro: Ecos, Sensível e Tocante (Imagem Autoral)

Um garoto brinca de esconder com seus amigos, e a única regra é: não ir para a floresta, mas, para impressionar a bela Mathilde, ele corre para o meio das árvores, mantendo o pomar onde os amigos estavam sempre à vista.

Enquanto esperava Mathilde terminar de encontrar todos os outros ele se lança na leitura de um livro, que uma cigana vendeu a ele mais cedo. Como todo bom leitor, nem viu o tempo passar e quando se deu conta o dia estava no fim.

Como em um conto de fadas a história de Otto começa quando se perde na floresta e recebe ajuda de três irmãs em uma clareira. Eins, Zwei e Drei, ou Um, Dois e Três, são princesas perdidas que prometem ajudar Otto a encontrar seu caminho se ele as ajudar a encontrar o delas.

É com a gaita, que parece magica, presente da cigana que vendeu o livro, que Otto consegue voltar para casa, mas o desenrolar da história vai muito além e envolve muitas outras pessoas.

Um Livro com Música e Magia

Ecos é um contos de fadas que se mistura a realidade de três épocas diferentes, na visão de três protagonistas com histórias cheias de dificuldades, mas que envolvem muito afeto, carinho e principalmente: amor à música.

Escrito por Pam Muñoz Ryan, autora norte-americana de livros infanto-juvenis, Ecos, foi publicado em 2015, chegando ao Brasil, em 2017, pela editora DarkSide, já da para imagina a obra prima que é essa edição, não é?

O fato é que independente da beleza da capa e dos detalhes minimalistas que a Dark sempre coloca em seus livros, Pam Muños faz transbordar nas 368 páginas, em uma linguagem simples, um sentimento de afeto que inunda o leitor de uma sensação mista de amor as personagens que logo cativam a ansiedade por saber o que irá acontecer com eles.

Podemos sentir o empenho em estudar a história nas épocas em que o livro se passa, a dedicação em falar sobre um instrumento tão simples, mas tão poderoso em demonstrar como a música é capaz de detalhar os sentimentos do ser humano.

Ecos é uma leitura obrigatória, não só para o público infanto-juvenil, mas para todos que um dia se encantaram com contos de fadas, pois além de uma história com um toque de magia é uma história de superação.  

Lágrimas ou Cisco no Olho?

Resenha do Livro: Ecos, Sensível e Tocante
Resenha do Livro: Ecos, Sensível e Tocante (Imagem Autoral)

Poucas obras conseguiram atingir-me ao ponto das lágrimas, isso só tinha acontecido uma única vez, com Marley e Eu – sempre me emociono com cães, sou do time afetado por esses pets -, no entanto, Ecos conseguiu o “gol” nas minhas glândulas lacrimais.

Fosse por falar sobre as questões artísticas dos músicos, do desejo de seguir tal sonho entre notas quando a sociedade ao redor dos protagonistas apontam que essa profissão jamais retornaria financeiramente. Ou pelo plotwist no final, que culmina em um suspiro avassalador a cada linha. Jamais saberei.

Fato é: Ecos mexeu com estruturas emocionais íntimas as quais costumo deixar bem caladinhas e escondidas dentro do meu coração.

Acredito que boa parte desse impacto vem do poderoso desejo de realizar os sonhos. A gana que nos move, muitas vezes para caminhos espinhentos e tortuosos, em prol do nossos objetivos idealizados é um sentimento o qual me orgulhava possuir. Não existia barreira para mim, apenas desafios. O tempo passa, a vida adulta nos cobra, a idade avança e as decepções conseguem atingir a boa determinação de moto quase fatal.

Ser escritora de fantasia no Brasil é quase um masoquismo, nosso país caminha com pernas bambas e lentamente o que poderia ser chamado de avanço – será que podemos considerar “avanço”? – e a cultura é um dos setores mais atingidos. Ninguém vive sem o entretenimento, seja ele complexo ou de rápido consumo, mas os mesmos admiradores – não generalizo, existem uma consciência enorme hoje – falham ao entender a importância do que engloba o livro, o filme, o vídeo, a poesia.

O Brasil é um pais do paradoxo, Ecos conversa com esses contrastes. A minha vida também ecoa nessa máxima. Seja você um artista ou não, essa história vai te fazer refletir sobre a esperança.

Sim, ela é a última a cair.

Beijos de Fogo.

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